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“Meta era maior que todos os desafios”, diz aprovada em Medicina na USP e Unicamp

Julia, de apenas 20 anos, enfrentou diversas barreiras antes de passar no vestibular – incluindo um câncer na tireoide

Por Ludimila Ferreira
23 jan 2025, 19h00
julia colpani
 (Julia Colpani/Reprodução)
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Depois de três anos de muito estudo e desafios, Julia Colpani, de 20 anos, alcançou o sonho de ser aprovada em Medicina em duas das melhores universidades do país: a USP (Universidade de São Paulo) e a Unicamp (Universidade Estadual Paulista). Natural de Chapecó (SC), mas criada em São José dos Campos (SP), a estudante transformou seu objetivo em motivação, mesmo com grandes desafios no meio do caminho. 

A jovem contou para o GUIA DO ESTUDANTE como foi sua trajetória até decidir cursar Medicina e como lidou com os percalços no caminho: um câncer na tireoide e a saúde mental abalada pelas notas que não eram suficientes para entrar na universidade dos seus sonhos, a Unicamp. Além disso, ela também compartilha seu método de estudo e como fez para gabaritar a redação da Fuvest.

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Abrir-se para outras possibilidades pode ser a chave do sucesso 

No primeiro ano de cursinho no Poliedro, Julia ainda estava indecisa sobre o curso que queria seguir, então acabou entrando em Ciência e Tecnologia na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) por meio da nota do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Perdida em meio à rotina intensa de estudos e lidando com um volume elevado de conteúdo para estudar, percebeu que a única parte do curso que gostava era a Biologia.

O ano também foi marcado por um problema grave de saúde: um diagnóstico de câncer de tireoide. “Eu deveria ter dado um espaço maior para minha saúde e acabei me desgastando muito por isso”, relembra a estudante. Ela conseguiu ir para segunda fase da Unicamp na época, mas sua nota não foi o suficiente para entrar em Medicina.

No segundo ano de cursinho, mesmo com expectativas altas, Julia não foi aprovada, ficando a uma vaga de entrar na USP de Ribeirão Preto. Ela conta que essa experiência foi um baque emocional, mas também uma oportunidade de aprendizado: precisava mudar sua estratégia de estudo.

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Já no terceiro e último ano, além de enfrentar a maioria dos vestibulares paulistas, a jovem também precisou lidar com a ansiedade e o medo de não conseguir novamente. Ela destaca que a diferença desta vez não foram as horas dedicadas ao estudo, mas sim compreender o papel das revisões e do gerenciamento de seu tempo.

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Revisar nunca sai de moda 

Julia destaca que o sucesso na USP e Unicamp veio quando reconheceu a importância de revisar o conteúdo. Ela conta que, ao iniciar os estudos do dia, revisava o conteúdo anterior utilizando flashcards do aplicativo Anki. Esse hábito permitiu que ela fixasse melhor as informações e identificasse lacunas no aprendizado.

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Além disso, também passou a escrever seus resumos de forma ordenada. “No segundo ano de cursinho eu escrevia tudo no topo da apostila de forma desorganizada. A partir do terceiro, fui dividindo uma folha e escrevendo certinho, porque eu também via que era uma dificuldade, você começa a embaralhar as coisas quando escreve no espaço pequeno”, explica a estudante.

Depois da revisão diária, Julia dedicava uma hora para resolver questões dissertativas de provas anteriores da Fuvest, compreendendo o modelo do exame. Seu cronograma de estudos não era mensal, mas sim diário. Ao organizar suas tarefas todos os dias, conseguia ajustar os conteúdos conforme suas necessidades e ficar de olho no seu rendimento.

Para ir bem na redação da Fuvest, ela conta que exercitar a escrita foi essencial. Durante o ano escreveu algumas redações que contemplavam tanto a Fuvest, quanto a Vunesp (banca da Unesp).

“O que eu fazia era pegar os recortes temáticos, sempre fazia o texto ser sobre a parte do tema que propunha uma crítica, então eu sabia que no meu primeiro parágrafo eu tinha que falar sobre isso”, pontua Julia.

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A caloura de Medicina enfatiza que não existe uma fórmula mágica para a aprovação, mas destaca a importância de ter um objetivo claro. Ela também ressalta que as revisões e o treino são essenciais para qualquer vestibulando. “Quando você tem uma meta maior do que todos os desafios, você consegue enfrentá-los”, afirma.

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“Meta era maior que todos os desafios”, diz aprovada em Medicina na USP e Unicamp
Entrevista
“Meta era maior que todos os desafios”, diz aprovada em Medicina na USP e Unicamp
Julia, de apenas 20 anos, enfrentou diversas barreiras antes de passar no vestibular – incluindo um câncer na tireoide

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