Tabela periódica ganha quatro novos elementos oficiais
São produzidos artificialmente e completam a sétima fileira
Por redação
Atualizado em 25 jun 2021, 18h56 - Publicado em 1 dez 2016, 19h16
A União Internacional de Química Pura e aplicada (IUPAC em inglês) e a União Internacional de Física Pura e Aplicada (IUPAP) aprovaram mais quatro elementos para a tabela periódica.
Os novos elementos têm, respectivamente, os seguintes símbolos e números atômicos: Nihonium (Nh, 113), Moscovium (Mc, 115), Tennessine (Ts, 117), Oganesson (Og, 118).
O Nihonium, descoberto por cientistas japoneses, tem a origem do nome na palavra Nihon, que significa Japão. O elemento foi demonstrado três vezes pelo professor Kosuke Morita, da Universidade de Kyushu.
O Tennessine homenageia os institutos de pesquisas do Tennessee (estado dos EUA). O Oganesson reverencia o físico nuclear Yuri Oganesián, da Rússia. Já o nome Moscovium tem referência a Moscou, e sua descoberta é de co-autoria de cientistas norte-americanos e russos.
Os quatro elementos são produzidos artificialmente e completam a sétima fileira. Essa foi a primeira alteração que aconteceu na tabela periódica desde 2001, quando foram adicionados os elementos Fleróvio (114) e Livermório (116).
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1/10 Quatro elementos químicos ganharam o reconhecimento oficial da União Internacional de Química Pura e Aplicada (Iupac) e passaram a fazer parte da tabela periódica. Produzidos artificialmente durante a última década, eles são altamente radioativos. Essa é a primeira alteração que acontece na tabela periódica desde 2001, quando foram adicionados a ela outros dois elementos: o Fleróvio (114) e o Livermório (116). Saiba mais a seguir. (Imagem: iStock) ()
2/10 De número atômico 113, 115, 117 e 118, os novos elementos completam a sétima fileira da tabela e podem ser considerados, agora, os elementos mais pesados. (Imagem: iStock) ()
3/10 Os elementos 115, 117 e 118 são chamados, respectivamente, Moscovium (Mc), Tennessine (Ts) e Oganesson (Og). Eles foram descobertos por pesquisadores do Instituto Associado de Pesquisa Nuclear em Dubna, na Rússia, e do Laboratório Nacional Lawrence Livermore na Califórnia, nos Estados Unidos. Já o elemento 113, Nihonium (Nh), foi descoberto por uma equipe do Instituto Riken, no Japão. (Imagem: iStock) ()
4/10 Desenvolvidos em laboratório, os novos elementos foram obtidos em quantidades mínimas. Para criá-los, os cientistas utilizaram aceleradores de partículas para colidir átomos de elementos químicos em altíssima energia. (Imagem: iStock) ()
5/10 Quando esses átomos de elementos químicos colidem uns com os outros em altíssimas velocidades, as colisões produzem diversas partículas novas. Os novos elementos aparecem depois de horas de choque e desaparecem milésimos de segundos depois, já que eles são extremamente instáveis. (Imagem: iStock) ()
6/10 Os pesquisadores foram os responsáveis por escolher os nomes dos novos elementos. Eles podem ser batizados com palavras inspiradas em uma pessoa, um lugar, um país, um mineral ou até mesmo seres da mitologia. O Copernício (de símbolo Cn e número atômico 112), por exemplo, foi nomeado em homenagem ao astrônomo Nicolau Copérnico. (Imagem: Wikimedia Commons) ()
7/10 Apesar de a descoberta desses novos elementos ser histórica, eles não apresentam nenhuma utilidade prática no momento. No entanto, os cientistas acreditam que eles são fundamentais para auxiliar em pesquisas e criações futuras. (Imagem: iStock) ()
8/10 Todo elemento químico com número atômico maior que 92 (ou seja, maior que o do urânio) é artificial. Além disso, todos eles são instáveis - e, portanto, radioativos - devido aos seus grandes núcleos. Essa curta vida dificulta uma análise mais profunda de todos esses elementos. (Imagem: iStock) ()
9/10 No entanto, pesquisadores acreditam que os novos elementos podem ajudar na síntese de outros elementos superpesados, supostamente mais estáveis. Assim, eles poderiam ser utilizados para inovações na medicina, na computação, na geração de energia e diversos outros campos. (Imagem: iStock) ()
10/10 Alguns cientistas japoneses já começaram, inclusive, a pesquisar um possível elemento 119. Os resultados podem demorar anos, mas há quem fale sobre uma possível oitava linha da tabela periódica, com números atômicos a partir do 119. (Imagem: iStock) ()