A cada edição do Enem, milhares de estudantes saem da prova com a mesma dúvida: “Acertei quantas? Isso corresponde a que nota?” A pergunta parece simples, mas a resposta passa por um sistema bem mais sofisticado do que uma simples contagem de acertos. É aí que entra a TRI, Teoria de Resposta ao Item), método estatístico que transforma seu desempenho bruto em uma pontuação final – e que explica por que dois candidatos com o mesmo número de acertos podem ter notas bem diferentes.+ Questão anulada no Enem prejudica a nota dos candidatos?O que a TRI realmente mede?Diferentemente de provas tradicionais, em que cada acerto vale o mesmo, a TRI avalia a coerência dos padrões de resposta. Isso significa que o sistema observa não apenas quantas questões você acertou, mas quais delas foram acertadas. Questões consideradas fáceis, médias e difíceis têm pesos diferentes, e o modelo estatístico espera um certo comportamento: quem acerta as difíceis, em geral, também acerta a maior parte das fáceis. Quando esse padrão não aparece, a metodologia detecta a possibilidade de chute ou de desempenho inconsistente e ajusta a nota para baixo.+ Veja quais foram as três questões anuladas no Enem 2025Mais do que contar pontosParece complicado, mas a lógica é simples: a TRI tenta estimar a habilidade real do candidato. Um estudante que errou muitas questões fáceis, provavelmente também não domina a base daquele conteúdo; já alguém que demonstra domínio consistente, acertando desde as questões básicas até algumas avançadas, tende a receber uma pontuação maior, mesmo que o número total de acertos não seja muito alto. Assim, a TRI busca precisão e justiça na comparação entre candidatos de diferentes perfis e até de anos diferentes do exame.Por que isso importa na simulação da notaTudo isso faz com que simular a nota do Enem seja um desafio à parte. Não basta colocar o resultado em uma calculadora simples: é preciso entender as curvas de dificuldade das questões e estimar como o modelo trataria aquele conjunto específico de acertos. Pensando nisso, o GUIA DO ESTUDANTE reuniu plataformas que tentam aproximar o raciocínio da TRI e dar ao estudante uma prévia de como seu desempenho se traduziria na escala do exame. Elas não replicam a fórmula exata, que é sigilosa, mas ajudam a aproximar a expectativa da realidade. Confira abaixo:Radar EnemA plataforma reúne as bases de dados divulgados pelo Inep referentes aos anos anteriores. Assim, ao informar o número de acertos em cada área, a ferramenta indica uma faixa de nota (máxima e mínima) nivelada aos resultados de candidatos que tiveram o mesmo número de acertos nos anos passados. PlanejativoEssa calculadora utiliza como base a média das notas das edições anteriores.Dá para informar os acertos em cada área e ter, por e-mail, uma estimativa do seu desempenho. É bem simples de preencher e você recebe o resultado na sequência. Física NetAqui, a base de cálculo são os limites de pontuação do Enem 2024. Eles são usados como referência para a nota de 2025 a partir dos números de acerto.Em relação à redação, a plataforma pede que você dê uma estimativa se baseando em notas que você tenha conquistado em provas anteriores ou simulados.Calculadora do GLOBOO jornal desenvolveu uma parceria com o estatístico Frederico Torres, especialista em TRI e responsável por analisar microdados reais do Enem.Você deve preencher quantas questões acertou na calculadora disponibilizada por eles em cada área do conhecimento e já recebe uma faixa estimada de nota, baseada no desempenho de candidatos de edições anteriores.Entre no canal do GUIA no WhatsApp e receba conteúdos de estudo, redação e atualidades no seu celular!